Lufthansa forma e contrata jovens em situação de vulnerabilidade

Foto: Tim Dennet / Unsplash

A LSG Sky Chefs, empresa de catering do Lufthansa Group, está contratando dez jovens em situação de vulnerabilidade social de Guarulhos. Eles fizeram parte do grupo de 28 estudantes com idade entre 17 anos e 28 anos que se formaram no curso gratuito de cozinha quente e fria (Garde Manger & Hot Kitchen), ministrado na Escola Natasha Franco Vieira, com patrocínio da help alliance, braço de ajuda humanitária e responsabilidade social do grupo.

O curso fez parte da segunda edição do projeto social “Expandindo Horizontes”. Dos dez, os três melhores alunos ainda irão a Frankfurt, na Alemanha, conhecer a sede da empresa. Amanda Oliveira, de 17 anos, ficou em primeiro lugar e destaca: “Mesmo se eu não tivesse conquistado a primeira posição, minha vida já teria mudado, pois este curso me fez crescer muito profissionalmente. E e eu só tenho a agradecer toda equipe do Lufthansa Group, help alliance e Escola Natasha Franco Vieira”.

O curso foi financiado pela help alliance. Cada um dos participantes teve um mentor — um funcionário de uma das empresas do Lufthansa Group que faz parte de um programa de voluntariado corporativo, Cada funcionário foi responsável por oferecer todo o suporte e apoio necessários aos jovens. Foram 400 horas, incluindo aulas práticas, de formação profissional ao longo de seis meses.

“O Expandindo Horizontes é um dos nossos projetos mais inspiradores na região, e a help alliance está orgulhosa de testemunhar o esforço de nossos alunos e mentores”, afirma Andrea Pernkopf, diretora executiva da help alliance.

Livro sobre abuso sexual de crianças no futebol ganha Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

Silenciados é o nome do livro reportagem, de Pedro Rubens Santos (23 anos), sobre vítimas da violência sexual nas categorias de base do futebol brasileiro, que acaba de receber o primeiro lugar no 36º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo (categoria Acadêmicos), promovido pelo Movimento de Justiça dos Direitos Humanos e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio Grande do Sul, com apoio da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ArFoc) do Rio Grande do Sul e do Brasil. Trabalho de conclusão do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), apresentado à banca em dezembro de 2018, recebe agora o prêmio considerado um dos reconhecimentos mais importantes do jornalismo brasileiro.

O tema da exploração sexual de meninos no mundo do futebol ainda é abafado pela grande imprensa e as denúncias não encontram o eco necessário nos meios de comunicação, em que o esporte se mostra como espetáculo e entretenimento. Silenciados traz à tona algumas das vítimas e suas histórias, jovens que tiveram suas vidas marcadas por violência, abuso e descaso e suas carreiras interrompidas.

Profissionalização precoce, cobranças excessivas e privação de convívios sociais são aspectos da carreira de jovens futebolistas em um ambiente precário, masculinizado e homofóbico. De um lado, o sonho de alcançar sucesso profissional e ascensão social alimentado por centenas de meninos no Brasil e por suas famílias, muitas delas vulneráveis. De outro, predadores sexuais atentos a essa vulnerabilidade que, presentes nas categorias de base e escolinhas de futebol nos vários cantos do país, agem criminosamente, sem fiscalização.

Atletas profissionais ignoram

Nem só a imprensa dá as costas a essa situação. Os próprios atletas profissionais, treinadores e dirigentes dos clubes quase nunca tratam o tema com a seriedade e a atenção necessários, mas lavam as mãos e deixam adormecer evidências de um cenário cruel, em que crianças e adolescentes são abusados e silenciados.

“São casos reais sobre os quais não se lê nos noticiários. Sabe-se sobre eles apenas quando se propõe a fazer uma pesquisa atenta sobre o tema”, diz Pedro Rubens na introdução do livro. Aos 11 anos, o paraense de Marabá Ruan Pétrick foi abusado por um observador técnico. Distante da família, foi molestado duas vezes, mantendo-se em silêncio por 8 anos, sem apoio ou amparo, com medo de ter encerrado seu sonho de ser jogador profissional. Este é um dos casos relatados em Silenciados, que mostra uma realidade em que professor de futebol é preso por estupro de 13 crianças, entre 7 e 12 anos, um olheiro mantém atletas adolescentes em situação análoga à de escravidão e um falso agente de um time de Sergipe atrai jovens jogadores ao alojamento, dopa-os e assim abusa sexualmente deles.

“Não se trata de algo isolado, mas sim de um sistema que pode ser definido como epidemia”, escreve o autor em seu texto de introdução. Pedro Rubens afirma ter feito esse recorte do meio esportivo, o de categorias de base do futebol masculino, não porque não haja abusos e violência em outras modalidades, praticadas por meninos e por meninas, mas porque jogadores de futebol do sexo masculino são a maioria no país. “Além das quatro linhas, há uma rede de abusos, exploração, ilusão e tráfico de crianças e adolescentes vulneráveis manchando o esporte mais popular do Brasil”, conclui.

36º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

Instituído há 36 anos, com a cerimônia sempre no Dia Mundial dos Direitos Humanos (10 de dezembro), o prêmio visa a estimular o trabalho dos profissionais de Jornalismo na denúncia das violações e na vigilância do respeito dos Direitos Humanos, como descreveu o presidente do Movimento de Justiça dos Direitos Humanos, Jair Krischke, em seu discurso. Ricardo Breier, presidente da OAB-RS, em cuja sede foram entregues os troféus e diplomas, destacou a importância histórica do prêmio como um incentivo à vigilância da imprensa em prol dos direitos de todos.”A imprensa costuma chamar o evento de ‘Oscar’. Isso demonstra a credibilidade da gratificação”, diz Krichke.

Esta edição premiou um total de 40 trabalhos, em 10 categorias: além da Acadêmico, Rádio, Fotografia, Televisão, Crônica, On-line, Documentário, Reportagem Grande reportagem (Livro) e Especial.

https://youtu.be/VwE-9OhN6pw

Veja mais sobre a premiação e todos os trabalhos jornalísticos laureados:

https://www.oabrs.org.br/noticias/premio-direitos-humanos-jornalismo-homenageia-profissionais-comunicacao-na-oabrs/34582

Hierarquia e tecnologia separam gerações no ambiente de trabalho

Jovens querem menos hierarquia no mundo corporativo. Foto de Austin Distel / Unsplash

A hierarquia no mundo corporativo é uma das queixas recorrentes citadas tanto pelos mais jovens quanto pelos mais velhos que convivem no ambiente de trabalho. Os primeiros se queixam do engessamento que ela provoca, enquanto os outros acreditam que os jovens facilitariam o convívio se a respeitassem. A barreira comum entre gerações é o domínio, ou não, da tecnologia.

Os dados fazem parte da pesquisa A Comunicação entre Gerações no Mundo Corporativo e foram consolidados pela Dialogik, Empresa de Educação em Comunicação Corporativa. Segundo a diretora da Dialogik e coordenadora do levantamento, Eliane Sobral, o levantamento, realizado entre os meses de junho e agosto ouviu profissionais com idades entre 20 e 60 anos de idade de um total de dez empresas participantes – entre elas Faber-Castell, Unilever, BP – Beneficência Portuguesa de S.Paulo, Bristol-Myers Squibb. 

Os dados completos da pesquisa serão divulgados na próxima sexta-feira.

Trabalho flexível aumenta a produtividade?

As vantagens e desvantagens do trabalho flexível e remoto, cuidados na adoção e a possibilidade de fazer um período de testese estão no artigo do professor Gilberto Cavicchioli, abaixo.

Foto de Arek Socha / Pixabay

Gilberto Cavicchioli*

As novas tecnologias e demandas sobre qualidade de vida têm mudado a percepção das pessoas em relação à dedicação ao trabalho.

O trabalho padrão, clássico, aquele de sair cedo e retornar para casa no final do dia, cumprindo uma jornada de horas ininterruptas começa a ficar ultrapassado em alguns setores da economia.

Segundo relatório do International Workplace Group (IWG), feito com 15 mil profissionais em 80 países, inclusive o Brasil, 83% dos executivos entrevistados afirmam ter percebido aumento da produtividade depois de oferecer jornadas flexíveis às suas equipes de trabalho.

,Mudanças no estilo de vida e hábitos das populações exigem adequações na relação capital e trabalho. Trabalhar de casa remotamente, sem exigir a presença física no local de trabalho, é uma tendência mundial. No Brasil, o número de empresas que oferece condições flexíveis de trabalho não para de crescer, uma vez que isso traz muitos benefícios, tanto para o empregador quanto para o funcionário.

A legislação trabalhista brasileira não dispõe ainda de dispositivos que disciplinem jornadas móveis de trabalho. Adotar o home office, ou o trabalho remoto, parece ser interessante, contanto que gere mais produtividade e fortalecimento da responsabilidade e comprometimento. Vale colocar na balança certos pré-requisitos antes de se adotar a prática como:

  1. Maior equilíbrio entre atividades profissionais e pessoais
  2. Maior concentração com menos interrupções nas atividades
  3. Redução de custos com consumos de materiais e serviços inerentes ao trabalho fixo no escritório
  4. Redução dos atrasos e faltas
  5. Aumentar a retenção de colaboradores
Horário ajuda a evitar o trânsito do horário de pico. Foto de Alexander Popov / Unsplashh

Muitas empresas já flexibilizam o horário de chegada dos funcionários no início da manhã, evitando o período de pico no deslocamento de transporte, compensando essas horas em horários negociados caso a caso. Uma solução simples adotada é o colaborador entrar uma hora mais tarde e sair uma hora mais tarde. Outra já muito comum em certas empresas nas sextas-feiras é fazer o oposto: o colaborador entra uma hora mais cedo e sai uma hora mais cedo.

Para que se tenha uma ideia de como esse assunto está mudando as relações no trabalho, há casos de empresas que no processo de recrutamento e seleção colocam a alternativa de flexibilidade de horários para atrair ainda mais o futuro colega de trabalho.

O que deve ser considerado

O horário flexível traz muitos ganhos de produtividade. Porém, ele não exclui a importância do trabalho presencial. Tudo vai depender do tipo de trabalho, da equipe e dos resultados a serem conquistados para a satisfação dos clientes. Muitos profissionais realmente são mais em regime de home office. É o caso de analistas de TI ou de operadores de câmbio ligados a mercados com outro tipo de fuso horário. Ou seja, apesar de muitos casos apresentarem vantagens, é necessário também pesar pontos negativos como:

– sentimento de falta de convivência com os colegas;
– baixo rendimento de funcionários que requerem um grau maior de supervisão;
– perda na qualidade da comunicação entre os envolvidos;
– menor contato com o público.

É recomendável, portanto, que antes da implantação da jornada de trabalho flexível seja feita uma pesquisa de opinião junto aos funcionários. Assim será possível avaliar se a adoção irá ter resultados práticos e positivos tanto entre os envolvidos quanto em atingir os resultados pretendidos.

Se a alternativa for aprovada, é recomendável também que seja implementado um projeto piloto, supervisionado pelo responsável da área de Recursos Humanos.

O primeiro passo é realizar um diagnóstico meticuloso dos pontos críticos. É importante definir quais áreas e atividades podem ser realizadas em jornadas flexíveis e quais não. Se o colaborador terá ferramentas e acesso às informações que precisa de forma remota. E cruzar com as expectativas dos envolvidos, inclusive da diretoria da empresa, sobre a efetividade do trabalho.

Após este primeiro diagnóstico deve-se elaborar um cronograma definindo as prioridades e ações para a implementação das jornadas flexíveis. Nesta etapa devem ser realizadas palestras esclarecedoras para toda a empresa a fim de apresentar o modelo que será implantado. É fundamental que todos entendam as políticas, regras e responsabilidades, além do que será cobrado e de que forma. Tudo às claras. É preciso que todos entendam que há responsabilidades e compromissos, mesmo fora da empresa.

Inovações exigem tempo de adaptação e correções. Um ou dois meses de testes são suficientes para demonstrar se a ideia será proveitosa ou não. A política da flexibilização prioriza o que as pessoas podem entregar e não o quanto de tempo elas permanecem no local de trabalho.

Principais desafios

Entre os desafios de implantação dessa nova modalidade de trabalho temos:

– estabelecer critérios para medir o desempenho na função;
– determinar atribuições e responsabilidades;
– gestão das atividades cotidianas e o fluxo de trabalho entre os colaboradores;
– a distribuição mais acurada de tarefas.
– estabelecer um horário núcleo, ou seja, um horário em que toda a equipe deve estar presente na companhia.
– empresas que trabalham com sistema eletrônico de ponto precisam parametrizar o sistema em função da nova política de flexibilidade de horas

Se após o período de testes, a produtividade aumentar e os colaboradores entrarem em um fluxo de trabalho otimizado, a jornada de trabalho flexível poderá ser uma ótima alternativa para a força de trabalho da empresa.

Caso ela não se encaixe no modelo de trabalho ou não apresente os resultados em produtividade esperados, talvez não seja a hora certa. Entretanto, o mundo caminha para esse modelo flexível e fatalmente toda empresa terá um dia que se adaptar aos novos tempos.

Jornada flexível permite mais tempo para cuidar dos idosos. Foto: Pexels / Pixabay

Um fato interessante, presente na vida de todos, em qualquer país do mundo, que será cada vez mais determinante para a flexibilização dos horários de trabalho é o crescente número de adultos idosos nas famílias. Eles demandam cuidados constantes, geralmente a cargo de um ou mais membros da família. Se o colaborador estiver nessa situação, a jornada flexível permitirá que ele desempenhe a função sem prejuízo ao seu trabalho profissional.

Para estes e muitos outros casos, adequar as necessidades da empresa com expectativas dos funcionários pode permitir um maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal, elevando também a eficiência de todos os envolvidos. É uma garantia de empregabilidade, produtividade e retenção. E certamente uma maneira mais contemporânea de gerir uma empresa inserida nos tempos atuais. 

Não podemos esquecer que em empresas nas quais se vende ou se presta algum tipo de serviço direto ao consumidor, nada substitui o poder que o atendimento presencial, face a face, provoca no cliente. É uma garantia de se estabelecer uma relação de confiança, um senso de proteção que, cá entre nós, o trabalho à distância dificilmente pode proporcionar. Por isso, é preciso ter a sensibilidade para introduzir essas novas alternativas de trabalho cirurgicamente, de modo que seja um bom desafio e uma ótima conquista para todos

*Gilberto Cavicchioli, consultor de empresas, é professor na pós-graduação da ESPM, FGV e SENAC.

Merck recebe inscrições para programa de aceleração de startups

Inscrições vão até 25 agosto; aceleração será nos centros de inovação da empresa na Alemanha ou na China. Ilustração de Gerd Altmann / Pixabay

A Merck está com inscrições abertas para startups participarem do programa global Merck Accelerator. A multinacional alemã atua nas áreas química e farmacêutica. As startups podem optar por participar de um dos dois programas: ou no Centro de Inovação da empresa, na sede global em Darmstadt, Alemanha, ou no Centro de Inovação da China, em Xangai.
O principal foco do Merck Accelerator, que deverá selecionar até 18 startups de todo o mundo (até 12 para a Alemanha e até 6 para a China), é estabelecer parcerias com startups nos seguintes campos de inovação da empresa:
• Biosensing e Interfaces: tecnologias para interface entre o mundo biológico e digital
• Tecnologias de Biópsia Líquida: soluções para superar desafios no fluxo de trabalho de biópsia líquida
• Carne Limpa: tecnologia necessária para produzir carne limpa em laboratório (especificamente para o programa da sede da Alemanha)
• Projetos de saúde habilitados por Inteligência Artificial (IA): incluem soluções de IA para melhoria da taxa de diagnóstico e medicina de precisão; P&D de drogas ativadas por IA; terapêutica digital (especificamente para o programa na China)
Os programas do Accelerator ocorrerão simultaneamente de meados de janeiro a abril de 2020. Logo após cada programa, as startups selecionadas também terão a oportunidade de estender sua estada em ambos os locais do programa. As inscrições para os programas estão abertas até 25 de agosto de 2019.
Durante três meses, as participantes recebem apoio financeiro de até € 50.000 e se beneficiam de treinamento aprofundado de uma rede global de mais de 50 mil especialistas, além de orientação da gerência sênior da Merck, sessões de coaching e visibilidade e participação em eventos renomados no ecossistema de inicialização.
“Colaborar com startups em todo o mundo por meio do Merck Accelerator oferece a oportunidade de criar uma situação vantajosa para as participantes e para a Merck. Elas ganham acesso a um parceiro forte com muita experiência que os ajuda a acelerar seus negócios prontos para o setor, enquanto obtemos novos estímulos para impulsionar a inovação além de nossas atividades atuais. A união de forças pode criar um impacto no enfrentamento dos desafios da humanidade”, diz Isabel De Paoli, diretora global de estratégia da Merck, em nota divulgada pela companhia.
Até o ano passado, 57 startups participaram do programa Merck Accelerator desde a primeira entrada em 2015. A Merck está atualmente procurando por até 12 startups para participar do programa em Darmstadt e até seis startups para o China Innovation Hub. A Merck tem cerca de 52 mil funcionários nos 66 países onde atua e faturou 14,8 bilhões de euros em 2018.

Mais informações e inscrições no website da Merck.

A necessidade de ser ágil

Muito se tem falado da metodologia Ágil (ou Agile) , mas muitas empresas resistem a adotar esse sistema. No artigo abaixo, são apresentadas algumas razões para sua implantação nas empresas.

Razões para adoção do Ágil, por Amanda da Rocha Reis*

Diferentemente do que alguns ainda imaginam, “Metodologia Ágil” é um modo de pensar a gestão e as relações de trabalho. Suas metodologias e práticas vêm para sustentar e materializar um conjunto de valores e princípios que essencialmente têm por objetivo promover o trabalho colaborativo, o compartilhamento de conhecimento, o pensamento reflexivo, a habilidade de se adaptar diante das incertezas inerentes aos contextos de trabalho, em favor da articulação de objetivos coletivos e entrega de valor, o que, de alguma maneira, tende a favorecer relações mais autênticas de trabalho, como também o empoderamento e autonomia das times.

Para empresas que desejam fazer parte do mercado e tornarem-se cada vez mais competitivas é recomendável que seus executivos considerarem algumas questões:

  • Podemos nos considerar uma “Organização que Aprende?”
  • Como desenvolver uma Cultura de Aprendizagem?
  • De que maneira o Ágil pode nos favorecer?

Ano após ano, organizações têm dado importância crescente à necessidade de compreender e adotar metodologias e práticas ágeis, no entanto, segundo pesquisa da CollabNet VersionOne[1], questões relacionadas a Cultura Organizacional em desacordo com os valores e Princípios Ágeis, a resistência à mudança e à falta de apoio e patrocínio por parte da alta administração, continuam se apresentando como os principais impedimentos para adoção e o disseminação Ágil. 

Porém, organizações que já compreenderam que a importância do Ágil é ser uma vantagem competitiva, apontam as três principais razões para sua adoção, segundo a pesquisa:

  • 74% – Aceleração da entrega de valor
  • 62% – Melhoria da capacidade em gerenciar mudanças e prioridades
  • 51% – Aumento da produtividade

Atualmente, os métodos e abordagens mais utilizados ainda são o Scrum, no nível de times, com 54% de aceitação, e quando se começa a considerar o Ágil em escala nas Organizações, o Scaled Agile Framework® continua sendo o método mais popular citado, com 30% de aceitação.

Quanto aos benefícios observados na adoção do Ágil foram, especialmente, ressaltados:

  • 69% – Capacidade de gerenciar mudanças e prioridades
  • 65% – Visibilidade dos projetos
  • 64% – Alinhamento das áreas de negócio e de tecnologia da informação
  • 64% – Aumenta da moral e desempenho dos times

Sabemos que este é um momento de transição e que, como mencionado anteriormente,  esbarra diretamente em aspectos culturais das organizações, merecendo, portanto, um investimento evolutivo no processo de aprendizado das organizações.

Diante disto, o que se tem percebido é que o sucesso do Ágil em escala e suas práticas têm contato com o investimento em profissionais capacitados, como por exemplo Agile Coachs internos e externos, como também o crucial apoio e patrocínio executivo à criação de programas de formação empresariais.

*Agile People Coach da Adaptworks, empresa de treinamento e consultoria em transformação ágil.

Empreendimentos do Minha Casa Minha Vida com energia solar e compartilhamento de carro elétrico

Placas fotovoltaicas: energia solar estará disponível para áreas comuns e para os apartamentos programa

Líder no segmento da construção de empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida, a MRV Engenharia tem projetos com uma pegada “verde”. O conjunto Grand Reserva Paulista, em Pirituba, na capital, conta com energia solar para as áreas comuns. O empreendimento terá 25 condomínios com 7,3 mil apartamentos. Os seis primeiros edifícios serão entregues em julho.

A promessa da empresa é de que todos os empreendimentos lançados terão sistema de placas voltaicas até 2022. Nesse período deverá investir R$ 800 milhões na implantação de placas fotovoltaicas, informou a empresa ao repórter Heraldo Vaz. No ano passado, a companhia entregou dois empreendimentos nos quais a energia solar também está disponível para os apartamentos. São eles o Chapada da Costa, no Mato Grosso, e o Spazio Parthenon, em Minas Gerais. Este é o primeiro a experimentar o compartilhamento de dois carros elétricos pelos moradores como parte do projeto SIM (Sustentabilidade, Inovação e Mobilidade). A MRV também prevê que esse projeto seja implantado em São Paulo.

Desenvolva sua marca pessoal e seja seu próprio CEO

Foto: Austin Distel /Unsplash

Em um cenário com tantas mudanças, o nosso nome é o ativo mais importante que temos, principalmente no campo profissional. E é também o mais duradouro. Para a consultora Juliana Saldanha, que é estrategista em posicionamento e comunicação de marcas pessoais, cuidar da marca pessoal é ser responsável por determinar a própria jornada, é ser CEO de si mesmo. Ela dá cinco dicas de como investir na própria marca:

  1. Para além de seu título, entenda quem você é

O hábito de nos enxergarmos da maneira como o mercado nos definiu por muitos anos (sou o diretor de Vendas da empresa X ou o CEO da empresa Y), também nos limitou a ter uma perspectiva pouco abrangente sobre quem somos e o que temos de melhor a oferecer. Deixar os crachás e o terno de lado, por um momento, pode nos deixar vulneráveis, mas ao mesmo tempo nos liberta e nos dá a possibilidade de explorar quem realmente somos. E quando somos por inteiro, autênticos, nos diferenciamos e nos conectamos com mais significado com quem está ao redor.

Quem você é? Qual a sua história? Como chegou até aqui? De que forma os seus amigos o enxergam? Qual a sua personalidade? Quais são as suas paixões? O que você faz bem e pode ser o melhor nisso? Explore a sua identidade. Você é mais do que o seu diploma ou o seu cargo.

2. Entregue valor

Branding pessoal não é falar sobre você a todo momento. Afinal, eu não tenho tempo para saber sobre o que você faz! O que eu realmente quero saber é: de que forma o que você sabe pode me ajudar a vencer, a ser melhor, a ser mais bem-sucedido ou feliz?

Entregar valor é fundamental para que uma marca pessoal seja relevante. O que você sabe melhor do que ninguém? O que você faz, que é excepcional? De que forma o seu comportamento faz a diferença para as pessoas? Entregue valor. Nas suas ações e na sua comunicação. Compartilhe conhecimento. E se torne o número 1, sendo indispensável para o seu público.

3. Não seja tudo para todo mundo

Sim, nós buscamos pertencer. Gostamos de agradar. E evitamos sermos rejeitados. Mas tentar ser tudo para todo mundo é humanamente impossível e emocionalmente desafiador. Além de ser um sabotador para qualquer marca pessoal.

Porque, se somos tudo para todos, não somos significativos e essenciais para ninguém. Acabamos nos diluindo, deixamos de ser quem somos e deixamos fazer o nosso melhor, de forma focada. Encontre o seu espaço. Encontre o seu nicho. E o SEU público.

Foto: Ben Sweet / Unsplash

4. Atualize seus perfis online

O nosso perfil online é o nosso cartão de visitas. E é, muitas vezes, o primeiro ponto de contato do nosso público com a nossa marca pessoal. O nosso papel é facilitar sermos escolhidos, mesmo por quem ainda não nos conhece.

Para isso, é preciso que qualquer um que acesse os nossos perfis seja capaz de entender quem somos e de que forma podemos ajudá-lo (ou não). As suas fotos estão atualizadas? Elas transmitem a sua personalidade? As suas biografias estão bem escritas? Elas contam de que forma você pode me ajudar a ser melhor? O que você sabe e o que você oferece? E como eu posso te acionar? Facilite a sua escolha.

5. Seja consistente

A consistência é um dos fatores indispensáveis para a criação da confiança. Afinal, não confiamos mais naquele amigo que sempre está por perto e aparece quando mais precisamos?

Seja na escolha das suas fotos de perfil, nas cores que usa, na forma como se comporta ou na frequência com que você compartilha conhecimento nas redes sociais, seja consistente. A consistência gera familiaridade. E confiamos – e somos influenciados – pelo que nos é familiar.

Inovação não tem idade

Ysmar e Maurício Vianna, CEO e fundador da MJV.

Inovação e tecnologia parecem, para a maioria das pessoas, estar intimamente ligadas aos jovens. Afinal, grandes nomes da tecnologia, como Bill Gates e Steve Jobs, trouxeram novos rumos para o nosso cotidiano com criações que vieram à luz quando ainda eram jovens. Mas o gosto por tecnologia e a busca por inovar não se restringe aos mais novos. Chairman da MJV Tecnologia & Inovação, Ysmar Vianna, de 75 anos, é um pioneiro na utilização do design thinking para alavancar negócios no Brasil e tem sob seu comando 800 pessoas, cuja média de idade não passa de 34 anos.

O executivo é responsável pela gestão estratégica da empresa, que tem como foco inovação e o emprego de novas tecnologias a favor dos negócios. Em 2013, a MJV fechou uma parceria com a alemã SAP. Apesar dessa aliança de peso, Ysmar acredita que a aproximação com startups é fator preponderante, pois permite à companhia aprimorar as ofertas de serviço e potencializar a entrega de soluções diversificadas.

Ele diz que essa cultura de inovação compartilhada permite à MJV estar atenta às mudanças do mercado e do mundo. No contexto de Inovação Aberta, uma das ações mais recentes da companhia é a criação do Laboratório de Inovação no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiros (UFRJ).

Em 2018, a empresa faturou em torno de R$ 100 milhões com a ajuda de suas filiais no Brasil e exterior – Reino Unido, Portugal, EUA, França e Itália.  A companhia tem clientes de grande porte como Delta, Panasonic, Santander, SulAmérica e Magazine Luiza.