Networking, o começo de tudo

De Reny Okuhara*

Independentemente de você ser um empresário e precisar vender seus produtos ou serviços, ou você estar procurando um emprego, o Networking é o começo de tudo.

Por quê? Porque é através dele que você chega não só a quem indica, mas principalmente a quem decide.

O que eu aconselho a quem não sabe por onde começar e quer vender mais (produtos, serviços ou seu trabalho), é que vá ao maior número possível de eventos do seu setor e tenha em mente quais são as pessoas que seria interessante conversar.

Tenha uma meta antes de cada evento, seja quantidade de pessoas a conhecer, uma pessoa em especial, pessoas de um determinado cargo, enfim, aproveite ao máximo a oportunidade que tem num evento. O importante é você sair do evento com a certeza que valeu a pena o aprendizado que teve e os contatos que fez.

Se o seu principal desafio é como começar a conversar com pessoas desconhecidas, há algumas técnicas bem interessantes. Entre várias outras, um exemplo, é ficar perto da mesa do café e puxar conversa sobre o café.

Se você já sabe bem como fazer Networking e não sabe mais o que pode fazer para ampliar seus contatos, a minha sugestão é sair da sua zona de conforto e ir a eventos que não são da sua principal área de atuação, mas que podem ampliar os seus conhecimentos para atrair clientes. Muitas vezes são nestes eventos que surgem ideias de ampliar serviços, produtos, e até mesmo mercados.

Desejo que você faça Networking com muito sucesso, rumo a quem decide!!!!

*Consultora e mentora empresarial THGO Plus

Equidade: benefício do berçário também para funcionário que é pai

A partir deste mês, funcionários da Natura que são pais e têm filhos com idade entre 4 meses e 3 anos passaram a ter direito ao benefício do berçário para suas crianças. As empresas normalmente oferecem esse benefício somente para mães.

O diretor de remuneração e reconhecimento da Natura, Marcos Millazzo, conta que há tempos a empresa vinha discutindo a viabilização da medida, mas havia dificuldades financeiras para colocá-la em prática, sem ter de abrir mão do que já era oferecido para as mães.

“No ano passado colocamos mais foco na equidade de benefícios. Sentamos junto com nosso fornecedor (que administra o berçário) e pensamos conjuntamente como conseguiríamos ganhar eficiência nos processos para garantir a qualidade do que estávamos apresentando e ao mesmo tempo viabilizar abrir mais vagas no berçário”, afirma.

Nesse processo, também foram feitas análises de ociosidade de alguns funcionários de berçário. “Como também temos todas mães que precisam de berçário contempladas, vimos que conseguiríamos atender outro grupo”, acrescenta o diretor. Agora, das 200 vagas em berçário que a empresa oferece em Cajamar (onde está a fábrica e parte do setor administrativo) e em São Paulo (administrativo e centro de distribuição), 35 são para pais. Nesses dois locais, a companhia reúne cerca de 4 mil colaboradores.

O executivo ainda alega que o berçário é um dos benefícios mais representativos da cultura de bem-estar e cuidado que a empresa tem em relação aos funcionários.

O diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Wolnei Tadeu Ferreira, lembra que empresas também utilizam medidas desse tipo como estratégia de retenção de talentos. E acrescenta que a Natura, com essa inovação, pode estar gerando inspiração para empresas que pretendem ter uma boa gestão de mão de obra.

Que tal começar a dar um ‘JEITO’ na empresa antes do carnaval?

Corpo de colaboradores deve formar uma equipe que age em comum para alcançar certos objetivos

Por Gilberto Cavicchioli*

A menos que você trabalhe para o Google ou alguma nova empresa de tecnologia que esteja despontando neste momento, é certo que a competição, o relacionamento com clientes e principalmente a perspectiva de resultados duradouros sejam temas desafiadores do seu dia a dia. Faço exceção para o Google, que certamente tem lá também os seus problemas, apenas porque, pelo menos atualmente, essa empresa adota uma abordagem única, no sentido de antecipar-se completamente aos riscos e às perspectivas de oportunidades.

Parece que o lema interno da companhia é mesmo voltar com a farinha enquanto todos ainda estão indo para o moinho. É claro que isso não evita o risco de tropeçar em algum momento, e espalhar farinha para todo lado, mas a vantagem competitiva é indiscutível. E se ninguém jamais pôde dizer como será o dia de amanhã, agora não é possível prever nem mesmo as próximas horas. Essa é outra razão para investir em dar um jeito nos seus negócios.

Mas que jeito é esse?

Jeito é um acrônimo formado pelas iniciais das cinco medidas que você deve considerar ao avaliar o estado da arte de seu empreendimento. É melhor até escrever “J.E.I.T.O.”, com pontos diante de cada letra, para garantir que o conceito “Dar um J.E.I.T.O. na organização” seja efetivamente absorvido.


‘O “J” se refere ao coletivo, à ação conjunta dos integrantes de uma organização que prestam os serviços, aderem com entusiasmo às mudanças, geram, dentro do grupo, os novos líderes e conquistam mais clientes. O “J” vem de “Juntos fazemos mais

Só lembrando, antes, que esse negócio de jeito está relacionado às pessoas, apenas às pessoas. As coisas não agem nem reagem de determinado jeito. É o Neymar quem tem jeito com a bola. Um amigo seu que pinta de um determinado jeito. Uma conhecida que borda com muito jeito. E outro que pinta e borda e esse todo mundo diz que não tem jeito.

Sendo jeito e também J.E.I.T.O., então, características das pessoas, o “J” se refere ao coletivo, à ação conjunta dos integrantes de uma organização que prestam os serviços, aderem com entusiasmo às mudanças, geram, dentro do grupo, os novos líderes e conquistam mais clientes. O “J” vem de “Juntos fazemos mais. E isso significa que o corpo de colaboradores forma uma equipe que age em comum para alcançar certos objetivos, como nas competições esportivas, quando cada um, fazendo o que determina sua posição, contribui para a busca do resultado.

Quando isso é compreendido amplamente no ambiente da organização, não é só a produtividade que aumenta, mas também, e principalmente, a qualidade, ao lado da coesão, do compromisso e da solidariedade. É o senso do “J”, do pertencimento como integrante essencial da corporação, que permite o sucesso conjunto, seja de uma escola de samba, de um cartório ou de uma barraca de pastel na feira.

Continuando a soletrar, vem em seguida o “E”, inicial do conceito que dá individualidade à ocupação de cada funcionário no conjunto. É o “Empreendedorismo de cada colaborador”, o conceito definido a partir do “E” do J.E.I.T.O., que vai dar ao conjunto partículas de individualidade capazes de mudar o curso de uma operação, ou, num exemplo absurdo, mas fácil de compreender, acrescentar minutos às horas disponíveis para a conclusão de uma tarefa. Seres humanos conscientes de seu papel na composição do empreendimento podem se sentir proprietários, sócios do negócio. E, com isso, aprimorar seu compromisso com a execução do trabalho em um nível extraordinário.

Não por acaso existem trabalhadores que se comportam como donos dos departamentos ou dos setores nos quais atuam e, para observar isso, basta notar quantos numa sala se abaixam para pegar um clipe que caiu no chão. Essa atitude empreendedora, que fiscaliza o desperdício tanto quanto busca oportunidades para ganhos de eficiência, estimulada e premiada corretamente, leva o pessoal a não apenas vestir a camisa, mas também a suar para ampliar o resultado. Os chamados intraempreendedores, colaboradores que se destacam pelo engajamento, fazem toda a diferença.

“Ambição é, portanto, uma condição humana que precisa ser valorizada também no ambiente de trabalho de maneira construtiva’

Para que esses empenhados sócios de fato possam exercitar todo o seu potencial é que o sistema de análise do J.E.I.T.O. tem na letra “I” a inicial de “Inovar para evoluir”. Simples assim: cientes de que são parte de um processo coletivo e imbuídos de um senso de propriedade sobre o empreendimento, os funcionários precisam então de espaço para criar as inovações que vão estabelecer diferenciais notáveis no negócio. Poder sugerir alterações em certos processos levará o colaborador criativo a propor medidas que reduzem custos, aumentam a qualidade, satisfazem usuários do serviço e, em resumo, ampliam o grau geral de satisfação gerada pelo negócio.

Há práticas corriqueiras que permitem essa atuação, entre elas as conhecidas reuniões de brainstorming, em que se pode opinar sem o risco de crítica ou censura. Vale sempre lembrar que um sujeito bem conhecido de todos, chamado Leonardo Da Vinci, desenhou o helicóptero, em sua configuração básica, antes mesmo que existisse o motor que seria necessário para viabilizá-lo. Todas as ideias são sempre bem-vindas e respeitadas, venham elas de onde vier. E quantidade de ideias gera qualidade.

Leonardo, por sinal, era bastante ambicioso, na acepção mais positiva do termo. Ambicionava resolver problemas que até nem existiam ainda, como os congestionamentos que hoje nos fazem pensar em drones de transporte individual derivados, lá no fundo, do rudimentar helicóptero que ele um dia rabiscou. Ambição é, portanto, uma condição humana que precisa ser valorizada também no ambiente de trabalho de maneira construtiva, orientada para a criação de elementos essenciais na organização interna – os líderes. Daí o “T”, do J.E.I.T.O., primeira letra da expressão “Trabalhar pela liderança”.

Nem todos os funcionários de uma empresa são dotados de potencial e ambição para se tornar líderes – o que, em certa medida, evita muitos conflitos e bastante trabalho do RH.

“Quando um líder é legitimado pelos colegas, num sistema que claramente comunica oportunidades e critérios de seleção, os liderados são os primeiros a aplaudir a escolha’

No entanto, a capacidade de desenvolver líderes – dar oportunidade para que os legitimamente contemplados com ambição e competência cresçam e se afirmem em postos de comando – é um dos principais atributos que funcionários talentosos esperam encontrar em empresas modernas. E a boa notícia é que, quando esse processo tem a essencial característica de justiça reconhecida internamente, por outros colaboradores, ele se torna ainda um elemento que reafirma nesse pessoal teoricamente preterido a convicção aprovatória da companhia. Ou seja, quando um líder é legitimado pelos colegas, num sistema que claramente comunica oportunidades e critérios de seleção, os liderados são os primeiros a aplaudir a escolha e a parabenizar o escolhido, o que aumenta a satisfação geral no ambiente de trabalho.

E falta, agora, para esgotar o tema, apenas a explicação do “O” do J.E.I.T.O. E essa letra se refere à expressão “Obsessão pelo cliente”, uma inclinação mais do que natural a se esperar de trabalhadores que têm noção de cooperação, sentem-se empreendedores, operam com espaço para inovar e trabalham em ambiente com oportunidades para o desenvolvimento de líderes. Atendimento com precisão técnica, agilidade, cordialidade e respeito resume a fórmula pela qual se conquista o coração dos clientes, mais do que sua fidelidade. Criam-se formas de atendimento que façam o cliente sentir-se importante. Empresas que estimulam seu pessoal a olhar, escutar, interpretar e reconhecer os sinais emitidos pelos usuários quanto à satisfação com os serviços estão muito à frente de qualquer outra onde essa prática não seja valorizada.

Tudo se resume a uma frase que vi certa ocasião num estabelecimento de serviço público: “Atenção, clientes: vamos encantar vocês!” Quem cumpre essa promessa tem mais que jeito.

Tem J.E.I.T.O.

Gilberto Cavicchioli é engenheiro, consultor de empresas, professor na pós-graduação da ESPM, FGV e Senac. Coordena o site www.profissionalsa.com.br

Lista de 21 profissões de futuro tem de head de design de personalidade de robôs a conselheiro de reabilitação de cibercriminosos juvenis

A transformação digital vai abrir caminho para novas profissões

Gerente de design de casas inteligentes, head de design de personalidade de robôs, agentes de segurança contra ciberataques, engenheiro de reciclagem de dados e até mesmo conselheiro de reabilitação de cibercriminosos juvenis são algumas das profissões que a transformação digital poderá proporcionar no futuro.  Pelo menos na visão multinacional de tecnologia e negócios Cognizant, que recentemente apresentou seu novo estudo apontando mais 21 profissões promissoras para os próximos dez anos.

Para João Lucio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil, inteligência artificial, big data, analytics e inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura, vão ter impacto significativo nos empregos do futuro. “Será necessária uma reciclagem constante e profissionais cada vez mais preparados para as mudanças do mercado de trabalho, que não serão poucas”, comenta.

O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Paulo Sardinha, considera a lista arrojada e que demonstra um pensamento inovador. Para ele, pode ser que a lista não acerte na denominação dos cargos, mas acerte na maneira de pensar e ao trazer para as discussões conceitos interessantes, como o da reciclagem, inclusive de dados, e de cargos especializados em água.

Veja a lista e as explicações da Cognizant:

1.  Engenheiro de Reciclagem de Dados

Dados com mais de um ano são considerados como inutilizáveis por parte das empresas e analistas de TI. Entretanto, é possível abordar esses dados de outra forma: ao minerá-los e refiná-los, podemos encontrar informações valiosas que, até mesmo, trarão retorno financeiro para as corporações. Pensando nisso, o Engenheiro de Reciclagem de Dados vai aplicar rigor analítico e métodos estatísticos para dar orientações sobre tomadas de decisão, desenvolvimento de produtos e iniciativas estratégicas.

2. Agente de Segurança contra Ciberataques

Com a 4.ª Revolução Industrial, cenários de guerra físicos se tornaram obsoletos. As batalhas agora foram para o mundo virtual, e os governos precisam de novos profissionais para proteger suas estruturas. É esse o papel do Agente de Segurança contra Ciberataques, cujo currículo deve incluir um excelente conhecimento de cyber hacking, desenvolvimento de softwares para grey-hat hacking e experiência em ataques do tipo DDoS.

3. Conselheiro de Reabilitação para Cibercriminosos Juvenis

Nas gerações futuras, há um risco crescente de adolescentes se envolverem com crimes virtuais pela chance de dinheiro fácil e pela sensação de não estarem cometendo nenhuma infração de fato. Para recuperar esses jovens, o Conselheiro de Reabilitação para Cibercriminosos Juvenis vai ajudá-los a conhecer melhor seus talentos cibernéticos e redirecioná-los para carreiras que potencializem essas habilidades.

4. Designer de Voz UX

Comandos por voz serão a nova fronteira para a computação em 2020. Embora funcionais, esses serviços ainda não têm o mesmo brilho e a criatividade das interações humanas. Para resolver esse problema, os Designers de Voz UX vão criar uma série de ferramentas de diagnóstico, algoritmos, protocolos linguísticos e técnicas de refinamento com o objetivo de criar assistentes de voz únicos e personalizados.

5.  Assistente de Felicidade

Numa época em que as pessoas cada vez mais acumulam posses materiais, muitos ainda enfrentam uma sensação de vazio existencial e passam adotar conceitos minimalistas para sua vida. Utilizando plataformas guiadas por Inteligência Artificial, o Assistente de Felicidade vai ajudar seus clientes a vencer a inércia e organizar suas roupas, documentos e objetos de valor sentimental.

6. Head de Comportamento Empresarial

Entender o comportamento de seus colaboradores é um cenário complexo e desafiador para as empresas. O Head de Comportamento Empresarial é o profissional que será responsável por analisar dados comportamentais dos funcionários para pensar em estratégias que aumentem o engajamento, a produtividade e o bem-estar nas corporações.

7. Gerente de Design de casas inteligentes

Com o crescimento das smart homes, será necessário ter um profissional que trabalhe ao lado de arquitetos, engenheiros e clientes para desenhar casas inteligentes que ofereçam experiências tecnológicas integradas à estética e ao meio ambiente. Os Gerentes de Design de Casas Inteligentes estarão sempre atualizados com as últimas tendências da área para desenvolver novas maneiras de integrar tecnologia às residências, equilibrando estilos modernos e clássicos.

8. Auditor de Viés Algorítmico

Com a presença cada vez maior da Inteligência Artificial nos negócios, será necessário que os algoritmos que comandam essa tecnologia estejam alinhados com os valores éticos e morais da empresa. Será essa a função do Auditor de Viés Algorítmico, que fará investigações rigorosas e metódicas em todos os algoritmos da organização.

9. Coordenador da Uni4Life

A Uni4Life será uma universidade focada em ensino personalizado de acordo com o ritmo e a maneira de aprendizado de cada aluno. O método dos cursos pode variar de livros a gameficação. A base da Uni4Life será uma plataforma de Inteligência Artificial que vai montar os perfis dos alunos de acordo com dados em redes sociais. Será o papel do Coordenador da Uni4Life orientar seus pupilos em relação ao melhor caminho de aprendizado.

10. Prevenção a cibercalamidades

Com o crescimento das ameaças virtuais, será cada vez mais necessário entender e prever as cibercalamidades para ajudar governos, indústrias e sociedades a melhor se protegerem e se tornarem mais resilientes. O candidato ideal para essa posição terá expertise analítica, gerencial e técnica para avaliar os ecossistemas virtuais no mundo todo e desenvolver produtos, avisos e relatórios.

11. Designer de arenas para e-sports

Assim como os fãs dos esportes tradicionais, os fãs de e-sports também querem viver uma experiência diferenciada, especialmente em ambientes como cinemas e arenas. O designer de arenas para e-sports deverá ser multidisciplinar, lidando desde com orçamentos e contratos ao desenvolvimento de experiências incríveis para os fãs de e-sports.

12. Arquiteto de Águas

Pensando no impacto do aquecimento global no aumento do nível de mares, rios e oceanos, o Arquiteto de Águas deve desenvolver novos projetos de urbanização para as cidades afetadas por essas mudanças climáticas. Excelência em hidroengenharia, engenharia civil, design arquitetônico e design gráfico serão essenciais para esse profissional.

13. Defensor de Identidades Virtuais

Com o advento das fake news, será imperativo criar ferramentas para autenticar a identidade de pessoas, empresas, órgãos e governos. Será esse o papel do Defensor de Identidades Virtuais, um profissional capaz de transitar entre as especificidades técnicas do ramo da TI e o mundo dos negócios, contribuindo principalmente com a parte estratégica na área de desenvolvimento de produtos.

14. Head de Design de Personalidade de Robôs

Implantar uma personalidade em um robô/serviço/produto pode aumentar a interação dos seus clientes. O papel do Head de Design de Personalidade de Máquinas é liderar uma equipe para construir uma personalidade única para produtos e serviços digitais. É uma carreira que requer profundos conhecimentos em sociologia, filosofia, design de processos e machine learning para garantir que uma interface automatizada engaje e divirta os usuários, fazendo com que eles queiram mais.

15. Gerente de Urbanismo de Realidade Virtual)

Estudos mostram que a realidade virtual será maior do que a televisão para a próxima geração. Pensando nisso, o papel do Gerente de Urbanismo de Realidade Virtual é gerenciar as estruturas físicas de uma cidade e aliá-las à construção de narrativas para a realidade virtual, tendo em mente diferentes grupos demográficos.

16. Consultor de Fazendas Verticais)

Os consumidores cada vez mais querem que seus alimentos sejam frescos e entregues o mais rapidamente possível. As fazendas verticais são uma resposta a essa demanda, utilizando sistemas aeropônicos que criam culturas em ambientes controlados, protegidos dos efeitos do aquecimento global e usando apenas uma fração da quantidade de água utilizada pelas fazendas tradicionais. O trabalho do Consultor de Fazendas Verticais é localizar lugares propícios para a instalação dessa modalidade agrícola e treinar moradores para sua operação.

17. Inspetor de Risco em Robôs

Conforme a Inteligência Artificial afeta cada vez mais nossas vidas, seus problemas imprevisíveis serão surpreendentes e urgentes para nós. O Inspetor de Risco em Robôs vai lidar com todos os riscos potenciais de uma falha em máquinas inteligentes ao mesmo tempo em que trabalhará para estabelecer a confiança entre humanidade e máquinas e protegerá a reputação, a marca e as finanças de empresas do setor ao enfrentar proativamente as questões éticas relacionadas à IA.

18. Especialista em Gerenciamento de Assinaturas

De música a carros, o consumo da sociedade está cada vez mais voltado para o modelo de assinaturas. Como Especialista em Gerenciamento de Assinaturas, seu papel será de encontrar os melhores planos para seu cliente, melhorando a experiência dos pacotes existentes e evitando insatisfações dos consumidores. Além disso, esse profissional também atuará no desenvolvimento de novas ofertas.

19. Designer de Carros Voadores

Nos próximos cinco anos, carros voadores se tornarão uma opção para clientes da alta classe. Em dez anos, os carros voadores já serão utilizados pelas massas. O profissional responsável pelo desenvolvimento desses veículos será o Designer de Carros Voadores. Para essa carreira, será necessária sólida formação em engenharia automobilística ou engenharia aeroespacial.

20. Designer de Interfaces Táteis

É possível maximizar a experiência do consumidor por meio de interfaces táteis, combinando novos materiais com texturas responsivas para criar desejo ou interesse por meio do toque. O Designer de Interfaces Táteis vai harmonizar superfícies táteis, texturas específicas e vibrações para se conectar com o público consumidor por meio do toque.

21. Planejador de Missão e Valores

Esse profissional vai ajudar seus clientes a definir e articular suas contribuições para a sociedade e seus propósitos para consumidores e funcionários. Esse cargo exige total compreensão de ambientes corporativos e o uso de várias redes sociais para construir, manter, gerenciar e polir discursos empresariais em um mercado cada vez mais concorrido.

Competição global: “A revolução industrial 4.0 vai fazer uma migração de postos de trabalho”

Ainda na entrevista para o blog, o presidente da HP, Claudio Raupp, chama a atenção para outra questão. “Muitos profissionais não vão precisar estar ao lado da fábrica para a qual vão prestar serviço. São profissionais do mundo digital. Imagine que você seja um designer industrial, você produz peças legais, você vai colocar isso no market place digital e alguém vai comprar isso no mundo todo. Ou seja, muitos dos empregos que estão sendo criados não precisam necessariamente estar ao lado da fábrica, na mesma cidade, ou sequer no mesmo país. Então, quem tem a ganhar e quem tem a perder? Existem países que não têm um parque industrial, mas têm excelentes escolas, faculdades, centros de inovação, como Cingapura, Finlândia e Israel, só para citar três. Eles têm a ganhar, porque os empregos da era digital podem ser criados a partir desses países. Quem tem a perder, se não acelerar o passo da transformação digital são países que têm parque industrial, o Brasil inclusive”, alerta.

“Acho que o total de empregos a serem criados será maior e mais relevante do que os empregos que vão ser retirados. Só que eles podem estar em qualquer lugar. Esse é o chamamento maior: a revolução industrial 4.0 vai fazer uma migração de postos de trabalho como todas revoluções industriais fizeram. Mas quando se vai para o mundo digital, falando inglês e tendo um bom produto, você está totalmente inserido no mundo. Essa é a diferença principal. Hoje, você é um fornecedor global.”

Nova tecnologia e seu impacto na indústria e no emprego

 

Essa nova tecnologia é a impressão 3D, que aliada a outras tecnologias disruptivas, tem potencial para alterar profundamente o modo de produção e afetar muitas profissões. Ela pode substituir a injeção por moldes para criar peças para a indústria, seja em termoplástico ou metal, no caso da HP. A sua utilização vai causar impactos no modo de produção, na cadeia logística e no emprego.

“Se você olhar ao seu redor, onde você estiver, tenho certeza que há dezenas de itens, desde tampa de caneta, caneca, a capa do celular, tudo que diz respeito à tecnologia, seu mouse, tudo isso é feito por meio de injeção de plástico”, diz o presidente da HP, Claudio Raupp. “O tamanho do mercado que nós aspiramos com impressão 3D é praticamente tudo que é feito de injeção de termoplástico ou metal. É um mercado de US$ 12 trilhões por ano, o de manufatura por meio da injeção”, afirma. “E quando você imagina toda a indústria, aeronáutica, automobilística, ou mesmo medicina com próteses e órteses, o potencial que essa tecnologia traz é praticamente infinito.”

Raupp analisa. “A razão de o eixo de manufatura ter ido para a Ásia foi basicamente por ela oferecer mão de obra muito barata, qualificada, e muito apoio governamental para criação de infraestrutura. No momento em  que há essas tecnologias disruptivas, robótica, impressão 3D, inteligência artificial, block chain e outras, a manufatura vai passar a ter muito menos pessoas no chão de fábrica, vai haver mais pessoas no back end, programadores, pessoas que fazem todo o controle de automação industrial,. Portanto, o fator mão de obra da indústria 4.0 é totalmente diferente  da indústria 2.0 ou 3.0. Com isso, há a tendência de haver uma mudança do polo de fabricação de lugar centralizado como a Ásia, para uma manufatura mais descentralizada, mais próxima do mercado consumidor. Com isso, se impacta significativamente a questão logística e do supply chain, e toda questão de sustentabilidade, de pegada de carbono.”

Com isso, muita gente vai perder o emprego, admite. Mas ele lembra que esse quadro ocorreu nas revoluções industriais anteriores e argumenta que elas proporcionaram a criação de novos postos de trabalhos. A quantidade de empregos criados em cada revolução foi muito maior do que aqueles que foram impactados.

“Os empregos que vão ser gerados são de maior qualidade e salários. Acontece que desta vez há uma diferença. Quando se fala em impressão 3D, os empregos que vão ser gerados, falei do designer industrial, que é aquele cara que vai desenhar uma peça. Imagina tudo que pode ser redesenhado com você otimizando as características da peça, a mecânica, leveza, enfim. Então, muito emprego vai ser gerado para designer industrial. Quando se olha para IA, hoje não há no mundo programador suficiente para a demanda que existe para IA, robótica, big data, todas as tecnologia disruptivas, block chain. Hoje, não há profissional suficiente e vai continuar não havendo nos próximos anos porque não há produção suficiente de profissionais nas universidades para dar conta dessa demanda”, afirma. NO PRÓXIMO POST, A COMPETIÇÃO GLOBAL POR TRABALHO VAI SE ACIRRAR AINDA MAIS

Apresentação

Desde o início da década, assuntos ligados à gestão empresarial, gestão de carreiras e empreendedorismo fizeram parte do meu dia a dia no jornal O Estado de S. Paulo, entrevistando os principais nomes desses setores, como presidentes e CEOs de grandes empresas, e também mostrando cases de sucesso. É essa experiência que quero compartilhar com os leitores e, ao mesmo tempo, apontar tendências nessas áreas tão impactadas pela transformação digital.  E se você tem um case ou assunto que queira dividir com o blog, envie para o e-mail contato@diasuteisemuitomais.com.br. Cláudio Marques